As obras de desassoreamento e limpeza da Lagoa do Miguelão, no Jardim Amizade, começaram na última terça-feira (27) com o início da retirada de sedimentos e terra acumulados durante anos no fundo do reservatório, restaurando, aos poucos, a profundidade.
Parte do maquinário está trabalhando na margem; o restante ainda é montado.
As primeiras camadas de lama foram depositadas temporariamente em uma área próxima, mas passaram a ser despejadas dentro do próprio terreno, evitando a proliferação do mau cheiro nas casas próximas.
Segundo o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Marcelo Fernando Marques, é necessário aguardar que a água escoe para que a terra, de forma mais consistente, seja levada sem que suje as vias públicas, para ser utilizada como camada protetora no aterro de inertes.
ÁRVORES EXÓTICAS
Para realizar o desassoreamento, será necessário suprimir 77 árvores exóticas (não nativas) nas margens da lagoa e no talude (rampa lateral que desce da terra para a água). Desse total, 66 são leucenas (Leucaena leucocephala), espécie invasora considerada uma ameaça ao meio ambiente.
A supressão das árvores exóticas é necessária para o desenvolvimento da obra. A medida foi apontada em laudos técnicos elaborados por engenheiro florestal efetivo da pasta, conforme estabelecem as normas ambientais.
No bosque há aproximadamente 600 árvores. As espécies exóticas serão substituídas por nativas após a conclusão do serviço, segundo Marques.
PARCERIA
O desassoreamento da Lagoa do Miguelão está sendo realizado graças a uma parceria entre a Prefeitura de Araçatuba e Governo do Estado.
A intervenção é executada pelo Programa Rios Vivos SP Águas, enquanto a zeladoria e manutenção ficarão sob responsabilidade do município. O trabalho, que deve durar quatro meses, dependendo das condições climáticas, está sendo acompanhado pelas secretarias municipais de Meio Ambiente e Sustentabilidade e de Planejamento Urbano e Habitação.